Missão China 2027: seis cidades para entender o varejo que a IA e os creators reorganizaram

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De 8 a 21 de maio de 2027, o For Tomorrow retorna à China com uma delegação de líderes brasileiros, em parceria com o E-Commerce Brasil, o IEST Group e o CECPS.

Temos ido à China todo semestre com executivos brasileiros. A cada viagem, fica mais clara a distância entre o que vemos lá e o que ainda discutimos aqui como tendência. Em 2025, o varejo chinês movimentou 50,12 trilhões de yuans, cerca de US$ 7,15 trilhões. As vendas online chegaram a 15,97 trilhões de yuans, com alta de 8,6% no ano, e o e-commerce de bens físicos já responde por 26,1% de todo o varejo do país. Esses números vêm de um mercado que resolveu em escala problemas que o varejo brasileiro ainda trata como piloto: conteúdo que converte, pagamento sem fricção, logística que entrega no mesmo dia e dados que orientam a decisão em tempo real.

A Missão China 2027 dá continuidade às jornadas de 2025 e 2026 e ao report Made in China. O desenho agora é mais focado: catorze dias, seis cidades e três frentes de investigação.

O sucesso chinês como método

Em 1980, Shenzhen era uma vila de pescadores com menos de 30 mil habitantes. Quatro décadas depois, abriga a sede da Tencent, da Huawei e da DJI e concentra uma das cadeias de hardware mais densas do mundo. Esse resultado vem de planejamento de longo prazo, política industrial orientada a resultado e coordenação entre Estado, empresas e sociedade. O plano quinquenal funciona como contrato de direção. As cidades testam modelos antes de escalá-los. As empresas operam com uma cultura de experimentação que encurta o ciclo entre ideia, teste e escala.

Para quem lidera marketing, varejo e tecnologia no Brasil, esse método importa tanto quanto as empresas que vamos visitar. Ele explica por que a China chegou primeiro a modelos que agora começam a aparecer por aqui.

Três frentes de investigação

Varejo como sistema integrado. Na China, mídia, marketplace, pagamento e logística operam como uma única infraestrutura. Uma transmissão ao vivo vende, coleta dados, alimenta o estoque e dispara a entrega na mesma sessão. Em Hangzhou, capital global do e-commerce, vamos visitar o Alibaba e o Taobao Live, além do polo Yaowang X27, uma das maiores bases de live commerce do país. O retail media, os sistemas de recomendação e o varejo físico tecnológico de Shenzhen completam essa leitura.

Creator economy como canal de venda. Os creators chineses operam como estrutura comercial: KOLs que lançam produtos, KOCs que sustentam a recomendação entre pares, estúdios profissionais que trabalham para centenas de marcas ao mesmo tempo. Em Beijing, vamos visitar a ByteDance (Douyin) e a Kuaishou. Em Guangzhou, a Qingmu, que opera o e-commerce de marcas globais dentro das plataformas chinesas. Em Shanghai, a Xiaohongshu (Little Red Book) e o Bilibili, onde comunidade e descoberta de produto se confundem.

IA como infraestrutura do negócio. A inteligência artificial chinesa já roda dentro da operação: apresentadores digitais que transmitem 24 horas, produção de conteúdo em escala, previsão de demanda, logística e atendimento. Vamos visitar a Baidu, a Tencent e a Huawei para entender como os modelos de linguagem e os agentes estão sendo incorporados ao varejo, à mídia e à indústria.

O roteiro

Beijing (4 dias). Cidade Proibida, Grande Muralha e as sedes da Baidu, da Kuaishou e da ByteDance. A capital dá o contexto cultural e político para tudo o que vem depois.

Shenzhen e Guangzhou (3 dias). Qingmu, DJI, Tencent e Huawei, além do varejo local de tecnologia, protótipos e robótica.

Hengqin (1 dia). Zona de Cooperação Profunda Guangdong-Macau, criada para testar novas formas de integração econômica com os países de língua portuguesa. Encontro com órgãos de governo e de fomento ao comércio, visita a empresas com operação China-Brasil e rodada de networking com empresas locais.

Hangzhou (2 dias). Alibaba (Taobao Live) e Yaowang X27.

Shanghai (3 dias). Xiaohongshu, Bilibili, varejo de luxo e experiência, centro histórico, e o wrap-up final da missão.

Agenda sujeita a alterações.

Como a jornada funciona

A missão tem três momentos. Antes da viagem, o Upload apresenta o contexto, as empresas e as perguntas que vão orientar o grupo. Durante a viagem, os wrap-ups diários organizam o que foi visto e conectam cada visita aos desafios dos participantes. Depois do retorno, o Download consolida os aprendizados em material aplicável.

Duas pessoas do For Tomorrow acompanham o grupo durante toda a jornada, com intérpretes e guias em português e espanhol. A hospedagem é em hotéis 4 e 5 estrelas, com voos internos, trem-bala em primeira classe, traslados, refeições selecionadas e seguro viagem incluídos.

Para quem é

CMOs, CDOs, CIOs, heads de e-commerce e de inovação, executivos de varejo, bens de consumo, beleza, tecnologia, mídia e serviços financeiros, além de fundadores e líderes de plataformas e de creators que precisam decidir agora como vão operar nos próximos cinco anos.

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